Durou um segundo, mas vai me seguir pelo resto da vida a partir de agora.
Hoje, em meio à minha TPM (que me deixa profunda, mas tentarei poupá-los disso =P), fiquei enfurecida com o comportamento de algumas das pessoas que fizeram parte da minha história. Sai meio atordoada de casa, decidida a pegar o primeiro onibus que passasse em direção a praia. Qual praia? Não importava. A última vez que fui à praia sozinha foi uma experiencia de 15 minutos (graças ao Michel, que me ligou carente - falo mesmo u.u - pedindo atenção. Fazer o que, eu amo aquele cara! Fui atras dele!) inesquecível. No que sentei na areia do posto 5 da Barra e vi aquele mar tão grande eu comecei a calcular os valores da minha vida e o que (e quem, principalmente) eu dou mais valor do que realmente merece. Experimente fazer isso um dia; pense nas coisas que você dá valor e calcule se ela realmente merece. Não sejamos hipócritas: nem todos merecem o valor que nós damos, nem tudo merece o valor que dedicamos.
Enfim, fui parar no Leblon, posto 12, perto do ponto final do 438 Rebouças. Fiquei lá deitada, calculando valores, lendo livro, pegando sol. Voltei pra casa, tomei um banho, fui para o ballet (ah, sim, haverá um post só sobre o ballet, mas não hoje, nao agora), voltei.
Recebi um e-mail vindo do passado (uau, adorei esse nome para quem o merece!), o que me diverte. Li uns

recados no orkut que fecharam com os meus devaneios.
Tentar esquecer é uma coisa. Querer esquecer é outra. O ser humano é feito de passado. Nós vivemos, erramos e aprendemos com eles. Faria tudo de novo se fosse o caso, ou até erraria mais. Acho que quando a gente toma um caminho esquisito, a gente acaba chegando em outro lugar, que se torna melhor. A gente chega lá calejado, o que é muito importante. O homem que nunca sentiu medo morre de coragem em excesso. Não botamos o dedo na tomada porque nos ensinaram a não colocá-lo, mas, para isso, precisou alguém colocar o dedo e tomar um grande choque. Passado é bom, passado faz parte.
Fomos gordos, magros, depressivos, tivemos problemas, passamos por boas fases...vocês conseguem entender o que eu digo? Negar tudo isso é negar a si mesmo! Emagreci muito quando tive princípio de Síndrome do Pânico, em 2003. Cerca de 10kg. Não tenho fotos pra provar (só aquela que está no orkut, do baile de formatura - depois vocês olham, se vocês quiserem) porque não queria ter essa lembranças registrada pra mim. Lembrar de algo violentamente triste. Não aidantou. A lembrança ainda é forte, e ainda tenho alguns pensamentos daquela época. Não porque eu quero, mas porque é impulsivo, inevitável. Luto para viver todos os dias. Acabei pegando o gosto e desisti de ser suicida (ah, isso é outra história).
Achei uma caixa de cartas. Quero esquecer que elas existem, mas ainda não me sinto preparada para eliminar todas. Elas fazem parte do meu passado e jogá-las fora seria negar o que eu fui.
No orkut, tirei três fotos antigas. Fiquei muito triste que duas pessoas tenham preferido negar seu passado junto comigo ("Ai, estou feia", "Ai, estou gorda").
Desvencilhar-se do que é ruim. Entendi finalmente o que significa
inutilla truncat.
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Quero dedicar esse post mega confuso à Ananda, a baixinha mais querida da Holanda =P