quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Psicológico aonde?

Estou cansada de dizer por ai que as pessoas meio que conduzem nosso psicológico. Pode até você não concordar comigo, mas os psicólogos existem para quê? Na verdade, o que me cansa mesmo são justamente as pessoas. Ah, não, tipo...como posso dizer...
Se eu pudesse, ficaria por dias trancada no quarto sendo feliz.
A urgencia de viver me faz querer sair do quarto. Tenho 23 anos, nasci desse jeito, mas ela me fez perder 4 anos. "E quatro anos é muito tempo quando as coisas não vão bem". Queria trancar minha vida no meu próprio quarto, adiantar coisas, ouvir músicas, ler livros e desligar os celulares. Diga a eles que não estou. Diga a eles que estou cansada de viver.
Não acredito que isso seja um grande drama, mas cansei de pessoas. Não vejo mais graça nelas ou elas que não me acrescentam em nada. Deveriam acrescentar, já que fazemos isso à outras pessoas, sempre. Aprendemos com elas sempre. E eu não aprendo nada; não porque eu não quero, mas porque elas não me ensinam. Ou porque a vida está muito corrida e cara para ser vivida, ou a falta de paciencia de seja-lá-quem-for é maior do que a vontade de ensinar ou aprender.
É como se eu sentisse a solidão quando estou cercada de pessoas.
Ela me deixou um milhao de pessoas e chamou a todos de amigos."Cuide deles; eles cuidarão de você". Deles todos, descobri uma penca que não presta. Não, não presta, não serve para esse processo de mudanças que eu passo. Sou ela em carne, mas em mente não sou. Nem em rosto! E não sei se consigo viver com muitas dessas pessoas da forma que elas oferecem. Será que preciso trocar meu círculo?
É curioso, principalmente, quando você leva para o psicológico. Aonde está esse psicológico que se altera quando estamos com pessoas? Não quero pessoas, e o psicológico vai aonde? Talvez eu diga um "quem eu quero não me quer, ou não pode ter a mim?" Vida corrida maldita, sinto falta de pessoas que estão perto de mim. Semanas longas, dias compridos, segundos intermináveis.
E quando vemos, já é segunda outra vez...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dos grandes guerreiros

Marcela veio até a minha pessoa e disse:"Nao entendo nada do seu blog". Fiquei feliz; este era meu objetivo.
Marcela, minha querida e nova amiga do extremo oposto da Grajau-JPA, desde quando a vida é facil de entender? A vida é feita disso: de complicações!
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Hoje eu vou falar deles. Deles que lutam, deles que sofrem, deles que não recebem o mínimo prestígio.
São eles que estudam por 4 anos numa faculdade, seja pública (e com todos os seus problemas governamentais) ou particular (com todos os seus gastos de mensalidade e afins) para seguir uma filosofia teoricamente bonita. Alguns deles fazem pós, mestrado, doutorado, pós doutorado. Dignos de admiração e orgulho.
São eles que odiamos no meio da prova, principalmente a de matemática. São eles por quem nos apaixonamos (mais velhos, maduros, tão inteligentes...aiai). São eles que ouvem nosso desaforos, nossa raiva. São eles que são xingados, amados, odiados, queridos. Eles, os mesmos que passaram 4 anos sendo alunos (sem contar os tempos de escola), odiando e amando os seus, que também passaram os mesmos anos, que passaram os anos, que passaram...
Quero falar deles que me ensinaram a fazer o que faço agora; sem eles, não teria um blog. Foram eles que ensinaram a fazer o que você está fazendo agora; sem eles, você não entenderia nada do que está escrito. Quero falar deles que, de alguma forma, nos inspiraram. Seja pela sua aula, ou pela própria profissão.
Apaixonei-me diversas vezes por professores. Na sexta série, era gamada num de história. No pré vestibular, na primeira vez que tentei, olhava disfarçadamente por outro de história. Sou, atualmente, apaixonada por um de geografia, matéria que eu sempre curti nos tempos de escola. Este me inspirou de diversas formas, sempre que eu o vejo em ação; mas nunca fui sua aluna.
Hoje, por eu conviver mais de perto com esta profissão ingrata e humilhada, tenho uma gama de amigos que compartilham do mesmo ofício, historias semelhantes. Ouço de muitos a frase conhecida "Larga essa merda, nao te leva a nada". Ouço dos alunos o desprezo deles por mim "Não preciso da sua aula; compro um livro". Ouço mães apontando seus dedos ricos na minha face pobre, acusando-nos de não termos feito seus filhos passarem de ano. Ouço mães felizes beijando seus filhos quando eles passam, pois o mérito, ai sim, foi deles.
Ingrato ofício. E comemoramos na próxima quarta-feira. Bendito seja o professor que receber um abraço de um aluno no seu dia...
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Um beijo todo feliz e especial aos que me cercam e são professores, como a Marcela tia dos pirralhos do municipio, Michel tio barbudo de geografia, Tota, Gabriel, Cristiano, Aline e outros tios e tias de português da Letras UFRJ (entre porraloucagens e afins), Luiz tio violentado por alunas de matemática, Gabi, Thais, Pedro, Marcelo tios e tias que aturam os alunos da Jucélia na Tijuca, entre tantos outros coleguinhas de profissão que estão por perto, mas não os mencionei porque são 23:53 e minha mente foi corroída pela aula de matemática.
Um outro bem especial aos professores que me aturaram e que, um dia, vão cair neste blog e vão ler esta pequena e não inspirada declaração de amor e ódio à profissão.
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Para nao dizer que nao falei de borboletas, um beijo àquela que não está mais ao meu lado sendo minha melhor amiga, mas que foi encaminhada por mim para trabalhar comigo numa bela manhã de sábado numa igrejinha qualquer no Engenho Novo, sinto-lhe saudades enormes.
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Só hoje larguei meu eu-lírico, porque os professores merecem mais atenção do que ela, safada, que me colocou nesse destino medíocre de ser professora. Maldita seja ela, que mudou de ideia no dia da inscrição da UFRJ ¬¬
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Marcela, você entendeu? Ou quero que eu te explique no quadro? Rs, te adoro!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Da falta de palavras

Ando meio sem assunto.
Na verdade, ando muito sem palavras.
Isso acontece porque eu venho falando tao pouco e sentindo tantas coisas...Acho que o Fagner muito fala por mim em Canteiros. É estranho nao se contentar com as mesmas coisas que antes. Nao pelo fato de que ela se contentava com estas coisas, tanto que eu tambem me senti feliz por um tempo. Mas parece que tudo nao tem mais o mesmo encanto.
Como se eu caisse num buraco machadiano e reproduzisse um capitulo de Memorias Postumas, De quando nao fui ministro.
Juro que estou tentando mudar essa vida que ela me deixou, mas está dificil. Estou sozinha nessa empreitada. Ela me apontou algumas pessoas em que eu podia depositar confiança, mas a maioria destas já me assustaram com suas reaçoes. Eu sei, e ela sabia, quem poderia ajudar. Esse quem nao existe mais. Entao, parece que tudo está vazio. Ou cheio de mais para entrar alguma coisa. Talvez dependa do ponto de vista.